sexta-feira, julho 31, 2009

quinta-feira, julho 30, 2009

Vida...



Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
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Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
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Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
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Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
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O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
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Fernando Pessoa

quarta-feira, julho 29, 2009

Zoo de Lisboa


Passe um excelente dia e, por favor, não perca o espectáculo dos golfinhos.
É algo de uma extrema beleza.

terça-feira, julho 28, 2009

domingo, julho 26, 2009

sábado, julho 25, 2009

???



De chupeta e fralda não me dá muito jeito teclar...

sexta-feira, julho 24, 2009

Gripe A (Parte III)...e as anedotas continuam...

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Gripe A: doentes serão vigiados em casa
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Quando o vírus se alastrar e houver muitos doentes com H1N1, estes passarão a ser atendidos em serviços específicos para a gripe, que funcionarão nos centros de saúde. Os que não precisarem de internamento, mais de 90% estimam as autoridades, serão acompanhados em casa por telefone. O Ministério da Saúde estuda ainda a criação de equipas domiciliárias.
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A maioria dos portugueses com gripe A vai ser vigiada em casa pelo telefone, pois não precisarão de ficar internados. Na fase mais alargada da circulação do vírus, prevista para o Outono, os doentes vão ser observados em serviços de atendimento à gripe (SAG), nos centros de saúde. Os que não precisarem de ser internados - mais de 90%, estimam as autoridades - serão tratados em casa. O Ministério vai ainda criar equipas domiciliárias para actuarem em situações ainda a definir.
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Neste momento, as Administrações Regionais de Saúde estão a ultimar a actuação dos SAG, que funcionarão em alas próprias dos centros de saúde e segundo orientações nacionais. Em zonas mais populosas, poderá haver mesmo centros de saúde - ou extensões - destinados exclusivamente a atender doentes com gripe, de forma a evitar contactos entre infectados com H1N1 e outros doentes.
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A sua localização só deverá ser divulgada numa fase posterior, para não criar confusão na população. Agora, sublinha o Ministério da Saúde, as pessoas deverão seguir as recomendações do momento: ligar para a Linha de Saúde 24 (808242424) que, em caso de suspeita, as encaminhará para os hospitais de referência.
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A Direcção-Geral de Saúde explicou ao DN que o plano de contingência prevê que nos SAG seja feito o diagnóstico dos doentes e, nos casos em que seja necessário, é receitado o antiviral: Tamiflu. Como a maioria dos doentes se tratarão em casa, nos SAG have-rá centros de atendimento telefónico que acompanhará estes casos A sua missão será, essencialmente, assegurar a vigilância dos doentes relativamente aos quais se considere haver critérios para seguimento, após a ida à consulta e o diagnóstico.
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O Ministério da Saúde adiantou ainda ao DN que está a ser estudada a criação de equipas domiciliárias, para apoiar doentes em casa. Contudo, recusou-se ainda a avançar pormenores sobre a sua localização e constituição e as situações em que irão actuar.
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Actualmente, as pessoas com H1N1 são internadas nos hospitais de referência ou encaminhados para se tratarem em casa. O seu estado clínico é acompanhado regularmente por técnicos do hospital onde foram referenciados, de quem os doentes têm os contactos. Em casos pontuais, como o da creche de Benfica, onde havia cinco infectados, são os enfermeiros da Linha Saúde 24 a ligar para avaliar a recuperação.
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Nesta fase da doença, e quando ainda se tenta conter a sua propagação, está a ser feito também tratamento de prevenção às pessoas que lidaram de perto com os infectados. Uma tarefa dos delegados de saúde, a quem compete ligar para os potenciais doentes, avaliar o seu estado de saúde e, se o desejarem, administrar-lhes o Tamiflu.
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Os internados recebem uma nota de internamento como justificação das faltas ao trabalho. Se ficarem em casa, o médico do hospital faz seguir a indicação da baixa para o centro de saúde.
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in DN 24-07-09

terça-feira, julho 21, 2009

Bad Luck


Estou com uma enorme vontade de deixar este mundo.
Estou farto desta puta desta vida.
Estou farto de tanto azar.

segunda-feira, julho 20, 2009

Foi há 40 anos!

(Um pequeno passo para o Homem e um grande salto para a Humanidade. Foi isto que disse o astronauta Neil Armstrong, depois de ter dado o primeiro passo na Lua).
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Faz hoje precisamente 40 anos que o Homem (astronauta americano Neil Armstong) pisou o solo lunar pela 1ª vez.
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Há 40 anos, neste mesmo dia e momento, estava eu a assistir a um espectáculo da Amália Rodrigues, no pavilhão do Clube Ferroviário de Nampula, em Moçambique.
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Lembro-me, como se fosse hoje, de ver surgir em palco, de forma inopinada e muito gesticulante, o apresentador do espectáculo, que interrompeu a actuação da fadista, para anunciar ao publico presente, a ocorrência deste facto histórico para a Humanidade.

domingo, julho 19, 2009

Pescador



(O mar revolto das emoções deixou o pescador em terra.)
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Eu pescador
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Eu pescador que pesco por um instinto antigo
e procuro não sei se o peixe se o desconhecido
e lanço e recolho a linha e tantas vezes digo,
sem o saber, o nome proibido.
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Eu de cana em punho escrevo o inesperado
e leio na corrente o poema de Heraclito
ou talvez o segredo irrevelado
que nunca em nenhum livro será escrito.
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Eu pescador que tantas vezes faço
a mim mesmo a pergunta de Elsenore
quais águas que passam sei que passo
sem saber resposta. Eu pescador.
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Ou pecador que junto ao mar me purifico
lançando e recolhendo a linha e olhando alerta
o infinito e o finito e tantas vezes fico
como o último homem na praia deserta.
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Eu pescador de cana e de caneta
que busco o peixe o verso o número revelador
e tantas vezes sou o último no planeta
de pé a perguntar. Eu pescador.
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Eu pecador que nunca me confesso
senão pescando o que se vê e não se vê
e mais que o peixe quero aquele verso
que me responda ao quando ao quem ao quê.
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Eu pescador que trago em mim as tábuas
da lua e das marés e o último rumor
de um nome que alguém escreve sobre as águas
e nunca se repete. Eu pescador.
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In "Senhora das Tempestades" de Manuel Alegre